Ao meu ver o aniversário sim é o marco de passagem de ano.
Desatrelado de religiões ou calendários.
O aniversário é, factualmente, a comemoração de nossa existência.
Nesse período me pego a refletir sobre a minha trajetória.
E lá estão as batalhas, os ganhos e as perdas;
meus sorrisos, minhas lágrimas e meus momentos de indiferença.
Os acertos e os erros.
E não me venham filosofar que até o erro tem um lado bom: o aprendizado.
Aprende-se é verdade!
Mas o aprendizado só é bom para não repetir-mos o mesmo erro.
Agora o que já foi cometido,há de ser reconhecido e assumido.
Não! Não é pessimismo ou negatividade.
Apenas racionalidade suficiente para não tentar disfarçar pra mim mesma,
os erros cometidos.
Sou irremediável mente imperfeita.
Não! Também não é falsa modéstia!
Gosto de ser imperfeita.
A imperfeição me permite vivenciar, falhar e rir de mim mesma.
Assim sou capaz de desatinos, de gargalhadas expontâneas, de palavrões
sonoramente pronunciados.
Permito-me amar e sofrer intensamente e excitar-me com certo rubor e volúpia.
Mais um ano de vida.
Sonhos? Muitos!
Não mais os sonhos que preponderavam outrora.
Porém, buscando sempre a retomada da essência do sonhar.
Comemoro então a minha existência!
Com algumas marcas. Profundas. Intransferíveis.
Mas com um brilho e um foco no olhar talvez antes nunca tido.
Antes garimpava tesouros.
Hoje vejo a poesia e a solidez de um grão de areia.
Loucura? Óbvio que sim!
Mas creia, você só vê aquilo que seu coração está apto a enxergar!
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Arthe


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