
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Em volto na névoa do passado a mulher que fui.
E como em um devaneio,
desses que se tem quando, com sono,
ficamos a pensar na vida até adormecer,
projeto a mulher que quero ser.
O que hoje vejo são brumas.
Ora densas quando a mulher presente é sobressaltada pelas dores passadas
que julgara meticulosamente escondidas onde não fossem mais sentidas.
Ora rarefeitas, quando projeto-me para o futuro e ele parece improvável.
A bruma ... o tempo.
O meu tempo.
Tempo findo
Tempo vindouro.
Tempo incessante.
E como é fácil perder-se no passado ou, utopicamente, projetar-se para o futuro. Ou ainda relacionar-se superficialmente com as pessoas, como se o tempo fosse um bem passível de ser desperdiçado.
A bruma de meu presente apresenta-se como uma linda menina,
cabelos loiros, a fitar-me com inquietantes olhos azuis,
sorrindo de soslaio, estendendo-me as mãos
em um convite urgente para brincar.
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Arthe
sábado, 16 de janeiro de 2010
Das vontades implicitas em tuas palavras.
Daquelas imaginadas e nunca realizadas.
De outras projetadas e idealizadas.
Mas creia, o desejo ultrapassa a dimensão superficial
onde situa-se teu esperma.
O desejo efêmero não me seduz.
Ele deve ser construido...lentamente.
E nessa construção, o fisico - ainda que imaginado -
é apenas mais um alicerce.
Meu orgasmo é composto de tesão pela pessoa: pelo que ela pensa, como ela age, nas reações que ela me provoca, e também pelo seu corpo.
Desejo um homem. E não uma idealização.
E ele como um todo e não fracionado em um órgão sexual.
Os caminhos de meus desejos são incertos, não é para qualquer um
se aventurar.
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Arthe
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

voar de encontro a mim mesma,
de forma a reencontrar minha essência.
Aquece meu corpo para que eu possa
redescobrir a definição de desejo.
Embala minha alma para que
o estar transforme-se em permanecer.
Desvenda-me a cada olhar para que eu possa
Desvenda-me a cada olhar para que eu possa
ter certeza de que me conheces profundamente,
mas ao mesmo tempo pareço-te nova a cada dia.
Presenteia-me com teu sorriso e com tua nudez,
para que eu perceba a cumplicidade existente.
Ama-me, não devotadamente, mas respeitosamente.
Respeite cada qualidade e cada defeito que eu carregue,
para que através deles perceba quem realmente SOU.
Carrego comigo a ânsia pelo sentimento além do tempo,
além das convenções,
apenas centrado na simplicidade
de um olhar.
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Arthe
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