quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SIMPLESMENTE EU
















Gostaria de dividir com vocês algumas cenas da peça Simplesmente Eu, baseada em obras da Clarisse Lispector, escrita e estrelada por Beth Goulart.

Uma peça simplesmente maravilhosa com uma atriz generosa com seu público.





segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Amiga
Parceira
Quase irmã, embora loira...rsrsrs
Desejo luz em teu caminho...
Um tiquinho mais de paciência (sei que me entende..kkkkk)
Um montão de abraços...
beijos...
sorrisos...
Ceva gelada e boa musica que ninguém é
de ferro né?
Feliz aniversário!
Te adoro!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Me perco entre nuances de meu passado e meu futuro.
Em volto na névoa do passado a mulher que fui.
E como em um devaneio,
desses que se tem quando, com sono,
ficamos a pensar na vida até adormecer,
projeto a mulher que quero ser.
O que hoje vejo são brumas.
Ora densas quando a mulher presente é sobressaltada pelas dores passadas
que julgara meticulosamente escondidas onde não fossem mais sentidas.
Ora rarefeitas, quando projeto-me para o futuro e ele parece improvável.
A bruma ... o tempo.
O meu tempo.
Tempo findo
Tempo vindouro.
Tempo incessante.
E como é fácil perder-se no passado ou, utopicamente, projetar-se para o futuro. Ou ainda relacionar-se superficialmente com as pessoas, como se o tempo fosse um bem passível de ser desperdiçado.
A bruma de meu presente apresenta-se como uma linda menina,
cabelos loiros, a fitar-me com inquietantes olhos azuis,
sorrindo de soslaio, estendendo-me as mãos
em um convite urgente para brincar.
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Arthe

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sei do teu desejo!
Das vontades implicitas em tuas palavras.
Daquelas imaginadas e nunca realizadas.
De outras projetadas e idealizadas.
Mas creia, o desejo ultrapassa a dimensão superficial
onde situa-se teu esperma.
O desejo efêmero não me seduz.
Ele deve ser construido...lentamente.
E nessa construção, o fisico - ainda que imaginado -
é apenas mais um alicerce.
Meu orgasmo é composto de tesão pela pessoa: pelo que ela pensa, como ela age, nas reações que ela me provoca, e também pelo seu corpo.
Desejo um homem. E não uma idealização.
E ele como um todo e não fracionado em um órgão sexual.
Os caminhos de meus desejos são incertos, não é para qualquer um
se aventurar.
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Arthe






quinta-feira, 14 de janeiro de 2010


Empresta-me asas para que eu possa

voar de encontro a mim mesma,
de forma a reencontrar minha essência.

Aquece meu corpo para que eu possa

redescobrir a definição de desejo.

Embala minha alma para que

o estar transforme-se em permanecer.
Desvenda-me a cada olhar para que eu possa

ter certeza de que me conheces profundamente,
mas ao mesmo tempo pareço-te nova a cada dia.

Presenteia-me com teu sorriso e com tua nudez,

para que eu perceba a cumplicidade existente.

Ama-me, não devotadamente, mas respeitosamente.
Respeite cada qualidade e cada defeito que eu carregue,
para que através deles perceba quem realmente SOU.
Carrego comigo a ânsia pelo sentimento além do tempo,
além das convenções,
apenas centrado na simplicidade
de um olhar.
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Arthe