Não! Elas não são metafóricas.
Nem tão pouco restringem-se a resultados de desencontros amorosos.
Elas são a minha síntese e a minha antítese.
Sínto-as profundamente.
Por vezes, minha alma até esquece que uma ou outra existem.
Mas ora aqui, ora ali uma sangra.
Mostrando-me que existem, porque houveram tentativas.
Falhas? Sim...provavelmente.
Contudo,tais cicatrizes me dão a medida de minha ousadia...
Onde apesar da dor,
do verter rubro arterial,
da resignação de alguns momentos ou,
da indignação de outrora...
São a prova cabal e irrefutável de que vivi...
e me reconstruo a cada dia.
Afinal apropriando-me das palavras de Eduardo Galeano:
" Nada de intacto merecia permanecer. O intacto tinha morrido sem nascer.
A vida só latejava no que tinha cicatrizes."
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Arthe


como em tempos que as gravuras ou pinturas foram usadas para escrever a história, elas te escrevem, não para que outro leia, mas para que voce continue escrevendo.
ResponderExcluirbeijo