quinta-feira, 5 de março de 2009

Descubra-me!

Descubra-me!
Mas,antes, dispa-se!
Dispa-se das teorias pré-concebidas,
das angústias das noites mal dormidas,
e das palavras comedidas.
Venha até a mim:
Com a alma liberta,
os pés descalços do cansaço do caminho
e o coração livre de amarras.
Não tente me encontrar nos antigos amores,
no rancor dos dissabores,
nem nas dilacerações das dores.
Não sou o que procuras.
Nem tão pouco o que esperas.
Sou além do presumível.
Permita-se a perplexidade e,então,
me descobrirás!
****
Arthe

2 comentários:

  1. Simplesmente lindo e um verdadeiro desafio.
    Um convite ao desconhecido.

    Beijos!!!

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  2. Teus poemas são sinestésicos... sabores, cheiros, imagens, toques, sons. Tem magia, intuição, energia feminina.
    Escreva sempre, Arthemis!



    Jordana

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